Cura para a alma
3 de novembro | Envie este artigo por e-mail
‘Os sentimentos não afetam os fatos relacionados a Deus. Eles podem se acumular, como as nuvens, e cobrir as coisas eternas nas quais cremos. Podemos não ver o brilho das promessas, mas elas continuam brilhando’ (reflexão de Amy Carmichael na Bíblia devocional da mulher).
“Ninguém melhor para ajudar uma pessoa deprimida que alguém que já enfrentou a depressão e aprendeu com ela” (Judith Kemp, em Depressão e graça).
E eu quero dizer-lhe que se você quiser viver uma vida de excelência diante de Deus você tem de reconciliar-se com seu passado. Olhe para seu passado e celebre, sabendo que Deus é poderoso até para pegar os seus erros passados e transformá-los em bênção.
(Ricardo Gondim; Artesãos de uma Nova História; Candeia; p. 170)
Você é o que é pela graça de Deus. Foi Deus que o trouxe até este ponto.
(Ricardo Gondim; Artesãos de uma Nova História; Candeia; p. 170)
Não preciso ter vergonha da minha história de vida, porque ao me salvar, Deus resgatou também o meu passado.
(Ricardo Gondim; Artesãos de uma Nova História; Candeia; p. 170)
ESPIRITUALIDADE BASEADA NA VERGONHA ESPIRITUALIDADE SADIA
1. Ter problemas é pecado. 1. Os problemas fazem parte da minha condição humana. Posso levá-los a Deus e a meus companheiros cristãos.
2. As emoções são pecaminosas. 2. As emoções não são boas nem más. O que faço com elas é que são. “Irai-vos e não pequeis.”
3. A doença compulsiva é pecado. 3. Existe uma diferença entre doença e comportamento pecaminoso.
4. Divertir-se é pecado. 4. Existem muitas maneiras diferentes de alegrar-se com a bondade de Deus.
5. Espiritualidade = Perfeição. 5. viver dentro da graça e não do legalismo.
6. Sexualidade = Pecado. 6. A sexualidade faz parte de nossa personalidade e deve ser gozada.
7. O sucesso (ou falta dele) é pecado. 7. A prosperidade ou a pobreza não é devida a uma espiritualidade deficiente.
8. Ao tornar-me cristão tudo fica resolvido dentro de mim. Aceitar Cristo em minha vida me capacita a enfrentar as coisas.
9. Se não for curado isso se deve à minha falta de fé. 9. Ficar doente é pecado. Posso procurar o melhor tratamento possível.
10. Não conseguir pensar em um décimo item pode significar que não estou sendo guiado por Deus. 10. Deus provavelmente gosta tanto do número 9 quando do 10.
Dr. Henslin
(O Despertar da Graça, Charles R. Swindoll, Bompastor, pp. 287)
Nossa fé cristã pode ser, muitas vezes, apenas o modo como baptizamos nossa psicologia pagã e nossa cultura.
(…)
Pagãos neuróticos têm-se tornado cristãos neuróticos. Pagãos tímidos têm-se tornado cristãos tímidos. Pagãos moderados tornam-se cristãos críticos. Pagãos determinados tornam-se cristãos determinados. Pagãos moralmente rectos tornam-se cristãos moralmente rectos. Pagãos correctos tornam-se cristãos correctos. Pagãos perfeccionistas tornam-se cristãos perfeccionistas.
(Quando Ser Bom Não Basta, Stephen Brown, Vida, pp. 63)
Uma boa auto-imagem reflecte o quanto você crê no seu valor. E quando você entender o quanto você é valioso para Deus, isto vai fazer maravilhas com sua auto-imagem.
(Quando Ser Bom Não Basta, Stephen Brown, Vida, pp. 118)
(…) a maior ajuda para a auto-estima de alguém é a “estima de Deus” (…)
(EVANS, Tony. Deus é Tremendo. Vida, pp. 108)
Mesmo quando os outros o interpretam mal, Deus conhece a verdadeira história.
(EVANS, Tony. Deus é Tremendo. Vida, pp. 130)
Quanto mais bens materiais conquistamos, mais queremos conquistar. Parece que não há limites para a nossa insegurança e insatisfação. Valorizamos mais o “ter” do que o “ser”, ou seja, preferimos ter bens do que sermos tranquilos, alegres, coerentes. Esta inversão de valores cultiva a ansiedade e os seus frutos: insegurança, medo, apreensão, irritabilidade, insatisfação, angústia (tensão emocional associada a um aperto no tórax). A insegurança é uma das principais manifestações da ansiedade. Fazemos seguros de vida, da casa, do carro, mas, ainda assim, não resolvemos a nossa insegurança.
Cristo tinha razão: há uma ansiedade inerente ao homem, ligada à construção de pensamentos, influenciada pela carga genética, por factores psíquicos e sociais. Só não tem essa ansiedade quem está morto. Somos a espécie que possui o maior de todos os espectáculos, o da construção de pensamentos. Todavia, muitas vezes usamos o pensamento contra nós mesmos, para gerar uma vida ansiosa. Os problemas ainda não ocorreram, mas já estamos angustiados por causa deles. O registo de Mateus 6 diz: “Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã… Basta ao dia o seu próprio mal.”
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 52,53)
Precisamos de considerar que no actual estágio de desenvolvimento da psiquiatria e da psicologia tratamos da doença depressiva, mas temos poucos recursos para prevenir a depressão. Tratamos do homem doente, deprimido, mas sabemos pouco sobre como promover o homem sadio, prevenir o primeiro episódio depressivo. A psiquiatria e a psicologia clínica sabem tratar com relativa eficiência os transtornos depressivos, obsessivos, a síndroma do pânico, mas não sabem como promover a alegria, o sentido existencial, o prazer de viver. Não sabem como promover a saúde do homem total, como torná-lo um investigador em sabedoria, como desenvolver as funções mais importantes da inteligência.
Prevenir os episódios depressivos e reciclar as influencias genéticas para o humor deprimido, por intermédio do desenvolvimento da arte de pensar, da gestão dos pensamentos negativos, da capacidade de trabalhar os estímulos stressantes ainda é um sonho para o actual estágio da psiquiatria. De modo semelhante, expandir a capacidade de sentir prazer diante dos pequenos estímulos da rotina diária, aprender a se interiorizar, viver uma vida plenamente tranquila na turbulenta escola da existência também parece um sonho para o actual estágio da psicologia.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 79,80)
Quem se contamina com o vírus da auto-suficiência diminui a sua produção intelectual. Quem se embriaga com o orgulho está condenado à infantilidade emocional e à pobreza intelectual, além de fazer da sua vida uma fonte de ansiedade. O orgulho gera muitos filhos, um dos quais é a dificuldade de reconhecimento dos erros e uma necessidade compulsiva de estar sempre certo. Aquele que recicla o seu orgulho e se liberta do jugo de estar sempre certo transita pela vida com mais tranquilidade. A pessoa que reconhece as suas limitações é mais madura do que a que se senta no trono da verdade…
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 140)
Frequentemente, o homem é o maior algoz de si mesmo. Muitos sofrem por antecipação, fazem o “velório antes do tempo”. Os problemas ainda não ocorreram, e eles já estão a sofrer. Outros ruminam o passado e mergulham numa esfera de sentimento de culpa. O peso da culpa está sempre a feri-los. Outros, ainda, autodestroem-se devido à sua hipersensibilidade emocional; pequenos problemas têm um eco intenso dentro deles. As pessoas hipersensíveis costumam ser óptimas para os outros, mas péssimas para si mesmas. Quando alguém as ofende, estraga-lhe o dia e, ás vezes, até a semana. Assim, para essas pessoas, a magnífica construção de pensamentos deixa de ser um espectáculo de entretenimento para ser uma fonte de ansiedade.
Se não reciclarmos as ideias de conteúdo negativo, não trabalharmos o sentimento de culpa e repensarmos a hipersensibilidade emocional, facilmente entraremos num estado depressivo ou stressante acompanhado de sintomas psicossomáticos. Pensar não é uma opção do homem. Pensar, como vimos, é um processo inevitável. Ninguém consegue interromper o fluxo de pensamentos, mas é possível gerir com determinada maturidade os pensamentos e as emoções, caso contrário tornamo-nos vítimas da nossa própria história. Se o homem não for o agente modificador da sua história, se não a reescrever com maturidade, certamente será vítima dos invernos existenciais.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 147,148)
Quem passou pelo caos da depressão, da síndroma do pânico ou de outras doenças psíquicas e o superou, tornou-se mais rico, belo e sábio. A sabedoria torna as pessoas mais atraentes, ainda que o tempo sulque a pele e traga as marcas da velhice.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 151)
O medo alimenta a dor…
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 151)
Quem cuida apenas da aparência do corpo e descuida o enriquecimento interior, vive a pior solidão, a de ser abandonado a si mesmo na sua trajectória existencial. As pessoas que vivem preocupadas com cada grama de peso que têm a mais fazem das suas vidas uma fonte de ansiedade. Elas têm grande dificuldade em superar as contrariedades, as contradições e os focos de tensão que surgem na trajectória existencial.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 152)
(…) costumo dizer que o grande problema não é a doença do doente, mas o doente da doença, ou seja, a atitude frágil do “eu” perante as doenças.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 225)
É mais fácil adquirir cultura do que aprender a ser tolerante. Uma pessoa tolerante é compreensiva, aberta e paciente. Já a intolerante é rígida, implacável, tanto com os outros como consigo mesma. É prazeroso conviver com uma pessoa tolerante, mas é angustiante conviver com uma pessoa rígida, excessivamente crítica.
(Augusto Jorge Cury; Análise da Inteligência de Cristo; Paulinas; pp. 225)
Fonte: http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=1636
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